Quando atualizamos um sistema de médio a grande porte ficamos com calafrios. Tanto nós desenvolvedores/analistas quanto o usuário.

Ficamos atentos para qualquer problema que possa ocorrer, afinal, existem bugs que só conseguiremos descobrir após exaustivas operações em produção, e que passam desapercebidos durante os testes.

Quando acabamos de atualizar e o sistema funciona de boa, não gerando um downtime muito elevado para efetuar correções é um alívio.

A parte ruim fica quando problemas começam a aparecer e o usuário joga a culpa NA ATUALIZAÇÃO, principalmente quando ela não é culpada.

O usuário alega que ocorreram problemas em uma parte do sistema, porém a parte em questão não teve NENHUMA alteração em seu código. Isto é para deixar qualquer um de orelhas em pé.

Aí, como  bom desenvolvedor e você tem que manter a calma e fidelizar o cliente, corre atrás de uma solução para um problema que você sabe que não há onde procurar, pelo menos de sua parte.

Sim, você não construiu o sistema sozinho.

Ele se comunica com uma aplicação externa e que também foi atualizada, e esta aplicação externa não está sob nosso controle.

E explicar pela enésima vez para o usuário que “esse ponto da aplicação se comunica com uma entidade externa, que também foi atualizada, o problema pode estar vindo de lá já que a nossa aplicação não teve alterações nessa parte” acaba “torrando” a nossa paciência.

Mas ele insiste que a nossa aplicação está com algum problema.

Aí quando quem fez a aplicação externa conserta o que fez, tudo volta para a calmaria.

Mas você, o usuário, seu chefe, e outras pessoas ficam com esse trauma, de que SEMPRE numa atualização conjunta de sistemas a culpa cai em cima de você primeiro, principalmente quando se está bem próximo.

Um abraço!