Coloquei como título desta postagem a assinatura de um dos comentaristas do blog Meiobit.

Faz tempo que quero escrever sobre este assunto, e agora tenho a oportunidade para tal e esses dizeres cairam como uma luva. Valeu Diavolul!

Antes mesmo de ler o MB, eu já sabia que existem pessoas que são fanáticas por aquilo que elas usam, como consoles de videogame, processadores de computador (quando da “guerra” Atlhon XP vs Pentium 4, eu via direto flames sobre isso no fórum do Clube do Hardware), e sistemas operacionais.

Estas pessoas defendem o objeto de sua idolatria com unhas e dentes. Falou mal, é motivo para eles contra-atacarem falando bem mal do objeto que é o motivo de ódio.

Ódio? Sim, geralmente os fanáticos odeiam tudo que não seja o objeto da idolatria.

Quer um exemplo? Tenho vários:

  • Os fanáticos por Nintendo odeiam a Sony.
  • Os fanáticos por AMD odeiam Intel e agora a NVidia.
  • Os fanáticos por Windows odeiam o Linux.
  • Os fanáticos por Software Livre (a ideologia) odeiam a Microsoft.

Para os fanboys (termo utilizado mais para os fanáticos de empresas de videogame), ou *tards (o sufixo vem da palavra retard – retardado), praticamente tudo o que vem da empresa concorrente é ruim.

Um deslize da empresa / produto concorrente já é motivo de comemoração, da mesma maneira que no futebol torcemos contra o time adversário (exemplo: sou sãopaulino, e adoro quando a gambazada  as frangas o Corinthians e a Porcada o Palmeiras perdem qualquer jogo) mesmo quando o jogo não é contra o nosso time.

Pera ae… em um termo com português bem claro: gozar com o pau dos outros?

Sim, ao invés de torcemos para que o nosso time vença sem ficar menosprezando o adversário, torcemos mais é que eles percam.

Fiquei conhecendo o sufixo *tard lendo o blog MeioBit, sendo que originalmente esse termo foi utilizado no blog do Fake Steve Jobs com a utilização freetard.

Os principais tipos de *tard do mundo da informática que fiquei conhecendo são:

  1. Freetard: São os fanboys da ideologia do Software Livre, que demonizam qualquer forma de software proprietário. Demonizam principalmente a Microsoft, dizendo que TUDO que eles colocam a mão é ruim, tudo o que faz é no sentido de corromper. Acham que se for alguma coisa proprietária, não presta.
    Em fóruns, costumam escrever Micro$oft, M$, Micosoft, entre outros adjetivos depreciativos.
    Como (na minha opinião) o Linux é o maior representante da ideologia do Software Livre, associamos erroneamente que todo usuário do sistema do pinguim é um freetard, o que não é verdade.
  2. Wintard ou MStard: São os fanboys da Microsoft e do Windows. Acham que tudo que vem do Tio Bill é supremo, ignoram seus problemas, etc.
    São esses aí, que se não trabalham para Steve Ballmer, são aqueles que ficam papagaiando os FUD que a MS coloca na mídia, principalmente declarações depreciativas ao Linux.
  3. Appletard: Fanboys da Apple. Vivem sob o efeito do “Campo de Distorção da Realidade” produzido pelo Tio Jobs (que está enfraquecendo…), que faz com que todo produto da Apple seja perfeito.
    Não conseguem enxergar as limitações e as restrições que a Apple coloca no iPhone, por exemplo. Como é admissível um celular moderno, de última geração, que não permite a transferência de arquivos via Bluetooth, não tem MMS, Rádio FM e que esteja atrelado a um programa para transferência de mídia? Até a Sony, que possui interesses diretos no ramo da música, não produz celulares com estas restrições.

Desse grupo, os menos “pegajosos” são os Appletards. O bicho pega mesmo entre os wintards e os freetards que ficam se degladiando nos fóruns por aí.

Para mim a razão não está nem de um lado, nem do outro. Uma empresa falar mal de seu concorrente é assinar atestado de incompetência.

Incompetência para expor as qualidades de seu produto, falar o que ele tem de melhor do que o seu adversário.

Agora me fala uma coisa: se você for um *tard, o que ganha falando as mil qualidades de seu objeto de *tardismo e IMPONDO para as outras pessoas que sigam a sua filosofia?

Provavelmente NADA, nem um caraminguá.

Os únicos que ganham rios de dinheiro pregando ideologia são os “pastores”, “bispos”, “apóstolos”, whatever que abrem essas igrejas caça-níqueis por aí, gozando de benefícios do nosso (des)governo como a isenção de impostos.

Software sendo idolatrado como religião? TÔ FORA!

Ah, e isso que nem entramos em aspectos TÉCNICOS!

Exemplo: Um programa que só roda em Macintosh e um Wintard insiste para eu utilizar Windows. Nenhum aplicativo de Windows justifique a mudança.

Se tecnicamente um SO satisfaz as suas necessidades, não vejo a razão de mudar. E a insistência de outras pessoas é irritante.

“Ah, Linux não pega vírus, Windows só de conectar na Internet já f* a sua máquina.”. Uma afirmação típica de freetards.

“Ah, Linux é difícil, só nerds mexem com isso.”. Típico de Wintards ou Appletards.

Isso já não é tão verdade assim. Se fosse mais para trás, eu até concordava com essas afirmações. Mas os fanboys ainda insistem nisso para ganhar os usuários mais leigos.

Quem perde com o “fanboysismo”? O próprio objeto de idolatria do fanboy!

Explico: Se associarmos fanboy –> empresa, como iremos confiar em uma empresa/produto/sistema operacional em que seus usuários só falam mal dos concorrentes?

Ao invés de ganhar a simpatia do ouvinte / leitor, ganha é a reação contrária: passamos a odiar o produto que o *tard se vangloria.

Por causa dos freetards que só falam mal da MS ao invés de promover o Linux, é grande a antipatia pelo sistema do pinguim.

É, fanatismo faz muito mal. Dentro e fora da informática, onde, por exemplo, fazemos a associação automática de Mulçumano = Terrorista, exatamente por causa dos fundamentalistas, que são os que aparecem mais na mídia.

Então, que tal se deixarmos os *tardismos de lado, hein? Com certeza o mundo seria melhor ;-)

Ah, e se eu sou algum *tard?

De Informática, acho que não. Gosto de Linux, de Windows, eu nunca usei um produto da Apple pois não tenho condiçõe$… de *tard mesmo, acho que só Asiantard (fanboy de garotas asiáticas – mais conhecidas como japinhas) hehehe :P