E aí galera, beleza? Ainda há tempo de continuar a mostrar qual o modelo de país quero para as eleições de 2018, né?

Depois de um hiato com mudança de residência, preguiça e tudo o mais, hora de continuar com essa dissertação, independente de candidatos e partidos políticos. Só a ideologia, que é de centro-esquerda :)

Creio que um dos pilares para a construção de um país melhor é a educação. Seja aquela que se aprende na escola ou em casa. Como essa série de posts visa apresentar as idéias para as eleições, vamos tratar daquela educação que o poder público pode fornecer, a acadêmica, propriamente dita.

Como alguém de centro-esquerda, o ideal é que o Estado forneça educação de excelência, para TODA a população, independente de classe social, etnia, orientação sexual, entre outros.

Sim, eu desejo que tanto o rico quanto o pobre tenham o mesmo nível de educação. Somente assim, com todos partindo do mesmo ponto, tendo exatamente a mesma base, teremos condições de falar em meritocracia. Claro, isso também depende de outros fatores extra-escola, mas pelo menos no que diz respeito a educação acadêmica, o Estado estará fazendo seu papel.

Enquanto alguns prefeitos e governadores querem tirar direitos dos professores (João Dólar e Picolé de Chuchu, o papo é com vocês!), outros estão valorizando a classe, vide o Estado do Maranhão com seu governo do PC do B.

Como vocês devem saber, a educação primária é de responsabilidade das prefeituras, o médio e superior podem ser de responsabilidade tanto estadual quanto federal.

Alguns candidatos com propostas de estado mínimo defendem que a educação seja privada, com o governo distribuindo "vouchers" para a população ingressar nestas escolas.

Se isto for implantado, quem garantirá que as escolas privadas não façam "pacotes", oferecendo educação de pior qualidade para os beneficiários desses programas de vouchers  e melhor qualidade para quem paga o preço cheio? E será que as escolas terão o mesmo nível? Estas escolas valorizarão o professor como deve ser valorizado?

Claro que não defendo o fim das escolas particulares, e sim quero que o ensino público atinja uma qualidade que faça alguém de uma camada mais elevada da sociedade possa preferir a escola pública, sendo que se ele preferir uma particular seja por uma razão bem específica, por exemplo, vínculo a uma instituição religiosa.

Por falar em vínculo com religião, a escola pública deve ser laica. Sou contra ensino de religiões em escolas públicas. Nela há alunos de diversas religiões. Vão ensinar todas?

E sim, é na escola que deve ser ensinado que existem diferentes pontos de vista e de pessoas. Sim, estou falando exatamente daquilo que você está pensando: sexualidade, identidade de gênero, etc.

Nada a ver pregar aquilo que chamam de "ideologia de gênero", que para a galera mais à direita significa ensinar sexo às crianças, incentivá-las a serem contra a heteronormatividade, essas coisas.

Nas aulas de biologia não ensinam para que servem os órgaõs genitais? Então, nessas aulas deveria ter um gancho para ensinar que existem diversas orientações sexuais e de gênero. Claro, um assunto complexo deste deve ser tratado na adolescência, no ensino médio, não na infância. Na infância deve ser tratado que devemos respeitar, não ter preconceito, que opções sexuais e de gênero sempre existiram e vão continuar a existir.

Como desejo que a escola pública tenha boa qualidade, independente de classe social e etinia, o acesso ao ensino superior deverá continuar com o bom e velho vestibular, sem cotas de qualquer tipo. Acho que já disse em posts bem mais antigos que até tolero cotas sociais (por renda) e sou veementemente contra cotas raciais porque as acho racistas. Pois é, esta é uma opinião que vai contra o posicionamento de esquerda, mesmo eu me declarando de esquerda :).

Enfim, é isso!