Fala, povo! Faz tempo que não faço um relato de percurso ciclístico por aqui, né?

No dia 25/06 participei de mais uma prova na modalidade randonée, o Desafio 150 km, na cidade de Boituva – SP, organizado pelo clube Audax Randonnerus São Paulo.

Esta é a minha 3ª vez em Boituva, onde participei além desse desafio, de 2 BRM 200 km, um completo (calendário 2014-2015) e outra desistência (nesta temporada 2015-2016).

Pela segunda vez fui acompanhado de um amigo no pedal. Normalmente faço essas provas “solo”, mas nesse Desafio e no 120 de Bertioga passado, fui acompanhado.

Saímos de São Paulo na sexta-feira (24) e ficamos hospedados no Hotel Garrafão. A viagem SP – Boituva pela Castelo Branco foi deveras sossegada, dessa vez não peguei chuva durante a viagem. Chegamos por volta das 22:00, onde arrumamos as coisas no quarto, comemos algo e fomos descansar.

Levantamos, nos preparamos e tomamos um bom café da manhã para não passar fome durante o percurso. A largada foi na Rodoviária de Boituva, e o percurso foi 100% pela Castelo Branco até o posto RodoServ Star. Já parei várias vezes nesse posto, porém fazendo o caminho de busão hehe.

O pedal até o km 167 da Castelo (saída p/ Torre de Pedra) eu já sabia como era dos brevets anteriores, onde poderia forçar mais e onde ir com mais calma, dalí para frente que era o mistério. Antes de chegar nesse PC no RodoServ, tinha uma subida de 4 km.

E até que subi bem! Sério, não parece, mas eu curto uma subida! Só me falta pernas hehe. Fiz essa subida em “2 tempos”, onde parei mais ou menos na metade para me hidratar. A troca do cassete para um com pinhão de 32 dentes ajudou deveras.

Chegamos ao PC por volta das 10:50, percorrendo os 77 km com média girada em torno de 23 km/h. E tava um tanto frio! Mesmo com um Sol surgindo, o vento tratava de congelar.

Nessa parada, fiz algo que não costumo fazer durante uma prova: almoçar. E não foi lanche, e sim “comida de verdade”: arroz, feijão preto com calabresa, frango, batata… E acreditem, isso ajudou a não ficar com fadiga durante o pedal!

Reabastecemos as caraminholas e partimos para a volta.

Porém agora na volta que a cobra iria fumar bonito. Além das subidas, que iam ficando mais difíceis no final, o vento era muito forte e contra. Nas descidas tinha que pedalar.

As pernas estavam respondendo bem, o que começou a me pegar nessa primeira metade do caminho de volta foi a virilha, e adivinhem o motivo: dessa vez resolvi ir com roupa de baixo (leia-se cueca) com a bermuda de ciclismo, aí começou a assar. Não deu outra, ao chegar em um posto em Quadra (km 157 da Castelo) dei uma parada, fui ao banheiro e tirei a bendita. E mesmo já com assadura, o alívio foi enorme!

E como não pode faltar, teve alguns empurra-bike nas subidas, mas não eram por causa da perna: a mão estava doendo um pouco, ficava incômodo segurar no guidão, daí desci da bicicleta para relaxar.

Com isso, para eu não segurar o pedal do meu amigo, pedi para que ele seguisse em frente na subida final para a chegada em Boituva, algo perto do km 125 da Castelo. Ele foi acompanhado de mais duas pessoas, conhecidas: um do próprio pedal dos Lokobikers (o Reinaldo) e outro que me conhecia de um BRM em Itanhaém. Fiquei mais tranquilo, ele iria completar a prova sem mim, ele não estaria sozinho, porém eu já tinha todos os tempos calculados para chegar sem estourar o tempo limite de 10 horas. Se ele me esperasse e não completasse a prova, eu iria ficar chateado, pois não era justo ele que pedalava melhor que eu nas subidas não completar por me esperar. O mote das provas randonée é a auto-suficiência, eu estou acostumado a pedalar sozinho em estrada, tanto de dia, noite e madrugada, então ficar pedalando sozinho não me incomodava de forma alguma.

Cheguei em torno das 16:45, ou 16:50 (o limite era até as 17:00), mas completei a prova dentro do tempo! Mais 150 km completados com sucesso.

Daí foi dar uma descansada, tomar um banho, comer alguma coisa (dessa vez foi um lanche) e dar uma dormida, afinal tinha que dirigir de volta para São Paulo. E acreditem, essa descansada maior de umas 2 horas me ajudou a dirigir melhor na volta.

Qual a próxima randonée? Tem um desafio do Audax ABC em Suzano – SP (07/08), que passa pela Índio Tibiriçá e Estrada Velha de Santos, porém será UMA SEMANA após eu voltar de viagem do Japão, portanto estarei bem destreinado e sem tempo para treinar (logo ao chegar de viagem, já começo a trampar!). E em Setembro tem o BRM 200 de Bertioga pelo Randonneurs Litoral, onde no percurso tem a temida Serra de Maresias: são 300 metros de ganho de altitude em apenas 3,4 km, uma média de 9% de inclinação. Bora?