Sei que a baliza é a parte mais difícil do exame, até eu já com a CNH tremo na hora de fazer com pressa, mas é ir fazendo para aprender!

O meu blog NeoMatrix Light trata de diversos assuntos em suas postagens, tais como política, religião, relacionamentos, um pouco de futebol, recentemente sobre bicicleta, música (esse assunto eu desloquei para um blog específico, DJ Leo F.), viagens que fiz, tecnologia (tá, esse é mais no NeoMatrix Tech, além dele ser mais técnico), enfim, são diversas experiências e opiniões pessoais. Ou seja, ele é sim um site de cunho pessoal.

O assunto de mais popularidade por aqui é um: o famoso “quebra” para tirar carta de motorista, uma postagem de 2008, e que nesses SETE anos, em pleno 2015 quase 2016, ainda rende comentários, chegando a 84 (oitenta e quatro).

Isso também é refletido no Google Analytics, onde a palavra-chave que traz mais pessoas para cá é o “quebra”.

Se você vive em outro país, planeta, ficou exilado, deve estar boiando, o que é afinal esse “quebra”?

O “quebra” nada mais é do que pagar “por fora” para passar na prova prática de habilitação para motorista, tirar a CNH. Além de arcar com os custos da habilitação, tais como taxas, exames médico e psicotécnico, CFC, aulas teóricas, aulas práticas, caso queira mais tranquilidade na hora da prova prática a experiência diz que é “melhor pagar o quebra”.

A “chamada” para o quebra pode acontecer na cara de pau na autoescola, ou na surdina, quando o instrutor de direção chama você de canto no carro e comenta sobre. Se você paga o valor, na hora da prova prática pode ficar sossegado, não precisa fazer quase nada que é aprovado.

Quanto custa? Na época que eu escrevi o post original, era em torno de R$ 400,00, porém agora em 2015, com crise econônica e tudo, o valor deve ter subido. Nem imagino quanto custa.

Mas isso não é corrupção, palavra tão em moda hoje em dia principalmente na política? Por que isso acontece há décadas e nada muda, a não ser o valor que aumenta?

Sim, o “quebra’ É uma forma de corrupção. Quem corrompe óbvio que quer mais dinheiro, já que o salário de um instrutor de direção ou dos fiscais de prova não deve ser muito alto. Se políticos, que ganham uma infinidade de dinheiro querem mais e apelam para propinas e congêneres, por que não meros “mortais”? Ganância é a palavra chave para isso.

Quem é “corrompido” sabe muito bem o que está fazendo ao fazer o pagamento “por fora”.

O momento mais tenso de quem está tirando a CNH é a prova prática, onde poucos erros comuns a quem está começando a dirigir causam a reprovação em tal prova, e cada remarcação de prova prática custa um preço salgado.

Esquecer uma seta (isso dá multa, se um marronzinho ver!), arrumar o espelho, demorar a fazer uma baliza, deixar descer um pouco na rampa são corriqueiros até para quem dirige faz tempo.

E cada vez que você vai mal na prova prática, paga para fazer outra. E assim vai indo até que consegue passar limpo. Se reprovar muito, do tanto que já foi pago para remarcar a prova já dá o valor do quebra, porém sem a “conveniência” de não ser pressionado na prova.

Dirigir bem é algo que demora um bom tempo, não são em 20 aulas práticas de algumas horas (e muito poucas em trânsito “de verdade”) que sairemos exímios de direção. Os meandros do trânsito somente pegaremos com muita prática, e sem pressão de um avaliador.

Talvez se a prova prática fosse mais flexível, não mataria a “indústria do quebra”?

Pode ser que sim, pois é mais o “fator tensão” que faz com que a maioria das pessoas paguem o quebra para se verem logo livres do processo de obtenção da CNH, e uma aliviada na prova acaba com esse argumento.

Mas ao flexibilizar a avaliação, não estaremos formando motoristas imprudentes?

Acho que não, pois se fazermos uma analogia, posso decorar toda a matéria para passar no vestibular, concordar com um argumento somente para ficar bem com a galera, mas no fundo aquilo só vai servir para aquele momento. Direção é prática, e na teoria aprendemos as leis de trânsito. As leis de trânsito são o básico que temos que aprender.

O bom senso diz que mesmo após passar na prova e pegar a CNH devemos treinar mais até obter a prática necessária até pegarmos uma estrada, um trânsito mais pesado numa marginal, etc. Para isso que o primeiro ano da CNH é provisório, pois nesse ano você primeiro tem que pegar a prática e seguir uma regra mais rígida, como não tomar uma multa média para poder pegar a CNH definitiva, por exemplo.

É onde você irá se policiar mais para respeitar as leis de trânsito, e esse respeito permanecerá por toda a sua vida como motorista, sendo automático.

E ao ganharmos mais experiência, naturalmente ficamos mais “relaxados”, fazendo coisas como dar aquela esticada na velocidade acima do limite (ainda mais com essa redução de velocidade das avenidas de São Paulo), algumas gambiarras no trânsito (tá, pode chamar de barbeiragem mesmo), e todos nós sabemos que desrespeitar as regras de trânsito têm suas consequências: multa e pontos na CNH, além das decorrentes disso.

Não serei hipócrita e dizer que sou 100% certinho ao dirigir, principalmente sozinho. Não sou, as vezes cometo excessos, mas sei que se vier uma cartinha da prefeitura lá em casa saberei que fiz merda e devo pagar (literalmente) por isso.

Mas obtendo a CNH pagando quebra ou não, todos estamos sujeitos e fazemos as mesmas coisas no trânsito. Não é isso que vai medir se uma pessoa é ou não imprudente como motorista. A prova prática é sim necessária, é onde você irá demonstrar ao avaliador os conceitos aprendidos na autoescola. Mas que se ela fosse mais flexível poderia acabar com uma fonte de corrupção, poderia.