É, meu Tricolor. Na vitória ou na derrota, EU TE AMO!

É certo que no futebol um time nunca consegue se manter no topo por muito tempo. Há uma década atrás, o São Paulo Futebol Clube, o meu Tricolaço do Morumbi, conquistava o tricampeonato da Libertadores e do Mundial de Clubes contra o Liverpool.

Damos um salto no tempo para 28/10/2015.

O time está na quinta posição do Campeonato Brasileiro, e tem um jogo importante pela semifinal da Copa do Brasil contra o Santos, tendo perdido o primeiro jogo por 3 a 1 em pleno Sacrossanto (Morumbi).

Já eram um pouco mais de 20 minutos do primeiro tempo e já estávamos perdendo de 3 a 0 fora o show do Santos. A zaga do SPFC estava uma mãe, o time pesado, o ataque não acertava a pontaria.

No segundo tempo o goleiro Rogério Ceni, alegando contusão, dá o lugar para Denis. O M1TO não aguentava a dor da vergonha, isso sim. Em pleno final de carreira o time ser humilhado duas vezes pelas sereias da vila (tirando Brasileiros, paulistinhas…). Mudei de canal e passei a assistir a um pedaço do Trancedence (na HBO, acho) e fiquei no “Star Trek Into Darkness” no Universal Channel.

Sério, sabe aquele vídeo de um corinthiano chorando e falando “tira o curíntia daí” quando perdia para o SPFC? Substitui por mim falando “tira o Tricolor daí, aqui é São Paulo”. Agora porcos, gambás, lambaris e outros tiram sarro de nós.

O São Paulo, fora de campo, era o exemplo de administração a ser seguido. Todos os rivais sentiam uma ponta de inveja, isso era um dos argumentos para zoarmos torcedores adversários, corrupção era notícia em outros times, principalmente lá no Parque São Jorge.

Só que aí Juvenal Juvêncio mudou o estatuto do clube para ter um terceiro mandato, e ao final dele conseguiu eleger seu sucessor, Carlos Miguel Aidar.

A “jestão” Aidar foi a pior administração do SPFC que peguei como torcedor. O clube afundado em dívidas, devendo salários e direito de imagem para os jogadores, contratou o técnico Juan Carlos Osório, iludindo-o que o clube estava em boas condições, não iria fazer desmanche e outros. O time perdendo jogos bestas, e não conseguindo ganhar clássicos.

O técnico não durou 6 meses no time. Desiludido, com o trabalho em xeque, foi assumir a seleção do México.

Enquanto isso, uma bomba política pairou sobre o clube: um esquema de locupletação (como diria o Blog do Paulinho; eu sempre quis fazer esta construção falando de esporte, mas não com o meu time hehe) de Aidar, com participação da namorada Cinira Maturana, envolvendo comissões de jogadores, comissão de negociação da Under Armour, uma dívida de 18 milhões que incrivelmente foi perdoada pelo intermediário, com direito a um “UFC” entre Aidar e Ataíde Gil Guerreiro (vice-presidente).

A última manobra de Aidar em relação ao futebol foi a contratação do técnico Doriva, e ele foi contratado, segundo dizem, justamente pelo histórico de vitórias contra o Santos.

A campanha de Doriva vem sendo pífia, com sorte o time está brigando pelo G4 no Brasileiro/2015, mesmo com essa crise sem precedentes.

Ontem (28/10) teve eleições no clube, e o presidente interino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco (que foi preterido por Juvenal em favor a Aidar), foi eleito.

Não sei se uma nova era começa, vamos ver se Leco não sucumbe às tentações de comandar um clube do porte do São Paulo. Será uma tarefa muito difícil levar o Tricolor às glórias novamente, ou pelo menos ter grande ascenção.

Já pensou se nos classificamos para a Libertadores no ano que vem, sendo que o nosso M1TO Rogério estará aposentado (será que agora vai?), o time será desmanchado, sem grana, como faremos a campanha para o Tetracampeonato da América?

E por falar no M1TO, que final de carreira! O que era para ser um ano de comemorações se tornou um ano de martírio. A aponsentadoria de Rogério Ceni ficou para segundo plano. Uma pena, nosso goleiro não merecia isso.

Bem, que os ventos soprem a favor agora, e acima de tudo, EU TE AMO, TRICOLOR!