O Funk Carioca deveria ser PROIBIDO para menores
Leonel Fraga de Oliveira 15/01/2014 23:00

Quem é mais velho vai se lembrar dessa: Na década de 70, houve uma música que chegou a ser proibida de ser tocada aqui, e nos discos que a tinham estava a inscrição “Proibido para menores de 21 (ou 18?) anos”. A música em questão é essa:

Bem, se vocês olharem a legenda verão que ela nada mais é que uma “narração” de relação sexual, e se notarem com mais calma também constatarão que ela não é pornográfica, e sim erótica.

Há uma tênue linha que separa o erotismo do pornográfico, fazendo com que muitos de nós confundamos os dois conceitos. Erótico é aquilo que nos estimula sexualmente porém SEM ser de forma explícita, como por exemplo fotos. vídeos. Ao vermos uma mulher de biquini na praia podemos ficar excitados (no caso das mulheres, um homem sarado de sunga…), por que não?

o pornográfico é aquilo que é sexualmente explícito, seja no âmbito visual ou de linguagem. Quer um exemplo? Então prepare um Buscopan e assista ao vídeo abaixo:

Sim, é isso mesmo o que vocês ouviram. A letra do que hoje em dia chamam de Funk Carioca é sexualmente explícita e amplamente tocada em alto volume nos carros por aí, e com menores de idade cantarolando as “pérolas”, e os pais incentivando a garotada tocando essas músicas nas festinhas da criançada:

Se este é o futuro da Nação, preparem-se para o Apocalipse

Se uma música erótica chegou a ser rotulada como somente para maiores, o que dizer do que chamam de Funk? Deveria ser tão proibido quanto.

Mas o problema não está apenas nos funks de conteúdo sexual. Hoje em dia os tais “rolezinhos”, que são encontros de adolescentes, geralmente em shoppings centers, convocados pelas redes sociais. Quem frequenta os tais rolezinhos normalmente ouve uma vertente do Funk chamada de “Funk Ostentação”, onde o próprio nome diz, exalta a ostentação de roupas caras, jóias caras, tudo caro, com o intuito de “pegar novinhas”.

Mais uma vez temos aqui o estilo musical influenciando negativamente o jovem, e o agravante é que como o adolescente ainda está em processo de formação, esta influência pode ter um resultado desagradável e que pesará por toda a vida da pessoa.

Quer ir no rolezinho fazer merda? Vai ser fichado pela e tomar cacete (bem merecido) da polícia, mas como é menor nada vai acontecer. E é aí que eu coloco a questão da redução da maioridade penal, que sou completamente a favor. O adolescente pode votar, fazer filho e o escambau? Então pode responder criminalmente pelas merdas que fizer.

O perfil do frequentador de “rolezinho” são adolescentes da periferia da cidade, da chamada “nova classe média”, e como o perfil desse pessoal são “pretos e/ou pobres” e estudantes de escola pública, o pessoal que discorda que os estabelecimentos tomem providências para evitar os eventos acha que isso é segregação social/étnica. Não é, e o shopping tem todo o direito de tomar providências para evitar baderna.

O poder de renda aumentou, mas quem disse que a educação acompanhou no mesmo patamar? Muito pelo contrário, a qualidade caiu e muito. Se fomos ver o que esses “aborrescentes” escrevem nas redes sociais é de doer! A língua pátria é frequentemente assassinada. E o comportamento então?

Se os organizadores (pra variar, menores de idade) dos rolezinhos realmente quisessem fazer algo legal, por que não solicitar ANTES à administração dos estabelecimentos a permissão para fazer tal evento? Se um dia eu quiser levar as carrapetas para algum espaço do shopping ou até mesmo a uma praça antes terei que pedir autorização para a administração do shopping ou para a Prefeitura para poder fazer isso, né?

Mas não, infelizmente a mentalidade que impera nos rolezinhos é “causar” pânico e aqueles que não fazerm isso vão para flertar. E isso tudo ao som de funk ostentação.

Por falar em proibição de Funk, o Excelentíssimo (só que não) Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vetou um projeto de lei que proibe os pancadões na cidade. VTNC, Haddad!

Enfim, na minha humilde opinião, esse funk está desvirtuando os adolescentes de hoje. E os pais, por que são tão negligentes quanto a isso? Funk Carioca deveria ser proibido para menores (pois quando se é adulto pode fazer o que bem entender, desde que pague pelas consequências), assim como a música erótica francesa foi.

Leonel Fraga de Oliveira Leonel Fraga de Oliveira é formado em Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP - 2002) e anteriormente em Técnico em Eletrônica, pela ETE Professor Aprígio Gonzaga (lá em 1999).
Atualmente trabalha como Analista de Sistemas na Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - SP
Tem como hobbies DJing (também trabalha como DJ freelancer) e ciclismo, além da manutenção dos sites NeoMatrix Light e NeoMatrix Tech.
Gosta de música eletrônica, tecnologia, cinema (super fã de Jornada nas Estrelas), gastronomia e outras coisas mais.


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