Equipe Infinity e Memphis: Uma história que vai deixar saudades
Leonel Fraga de Oliveira 01/09/2013 22:30

Você que “bate cartão” em determinada balada, já parou para pensar na longeividade de uma festa em um determinado local? Eu confesso que nunca cheguei a pensar no assunto, a não ser quando a própria festa faz propaganda de aniversário, ou que irá mudar o local.

Flyer da Infinity do dia 31/08/2013

Uma das festas que frequento desde 2009 é a festa nikkei promovida pela Equipe Infinity, quase sempre no Memphis Rock Bar até o dia 31/08/2013. Pois é, uma história de 16 anos no Memphis chega ao fim.

Para quem me conhece sabe que eu gosto de garotas orientais (“japinhas” para os mais íntimos :P) e o lugar onde eu possa olhar várias dessas belezas edificantes de olhinhos puxadinhos por metro quadrado é em uma “balada japa”. Agora chegar em uma, graças à minha timidez já são outros 500. Além claro, de ouvir o som que eu gosto.

Quando me interessei por baladas japas, normalmente falavam-se o nome do local em vez do nome da equipe. Meus amigos, por exemplo, SEMPRE se referiam, por exemplo, “hoje vai ter MEMPHIS” em vez de “hoje vai ter INFINITY no Memphis”. Parece que não, mas há muita diferença nas duas colocações. Com outras baladas não acontece isso, por exemplo, a Dreams e a Mortos Vivos: elas sempre são referenciadas pelo nome da equipe pelos mesmos amigos citados anteriormente.

Bem, o Memphis é um lugar bacana, com três ambientes, e quando a balada enche circular por lá fica complicado. Mas em qualquer balada boa temos essa característica, né! Esse local vai deixar saudades, afinal, lá foi o lugar onde consolidei várias amizades, conheci gente bacana, como o DJ Adriano Roveri (que agora está residente nas noites de sexta-feira no Akbar Lounge & Disco), que é um artista que gosto e respeito, quase tive um ataque de ciúmes por causa de uma amiga que eu era apaixonado (ainda bem que eu não bebo, senão era desinteligência na certa!), enfim, coisas deveras interessantes começaram por alí.

E como eu disse acima, a última balada no Memphis foi dia 31/08/2013, vou comentar sobre ela:

Cheguei por volta das 23:00, neste horário a balada está quase vazia e o som da casa era o ambiente. A balada encheu lá por volta da meia-noite e meia. Cumprimentei os amigos, dei algumas voltas pelo local, e logo o DJ Adriano Roveri esquenta as carrapetas com muito flashback, dos anos 80 até o começo dos anos 2000. Um ótimo setlist e viradas idem!

Depois do warm-up proporcionado pelo DJ Adriano Roveri, teve a apresentação da cantora Paula Baak e banda, composta por ela (vocalista), guitarristas, baterista, DJ e dançarinos. O setlist foi música eletrônica, os dances atuais que tocam nas rádios. Sim, meus queridos! o DJ tocava música, a banda acompanhava, a Paula Baak interpretava e os dançarinos ficavam à frente fazendo performances.

Olha… eu até gosto quando uma banda toca dance music, é algo que não se vê normalmente, mas tem alguns poréns: A vocalista deveria ter mais presença de palco. Ela canta bem, mas ficar cantando olhando a letra na tela do notebook não dá, né! Os dançarinos preencheram um espaço que deveria ser dela! O DJ tocava uma versão dub das músicas (afinal, se a Paula Baak cantasse com o vocal da música…), e ela continha a bateria. Quando a bateria da banda acompanha a batida, fica parecendo uma “virada de DJ com a batida fora de lugar mas com o pitch certo”, saca?

Mas o importante é que o público acompanhou a banda, eu é que sou chato com essas coisas mesmo ;).

Depois da Paula Baak, o DJ Adriano Roveri volta aos decks e toca os dances atuais. Ele e o Tavinho, em um “vs” (cada um vira uma música), enquanto que no lounge a banda sertaneja Churras Trio começa seu show.

Depois disso teve o set do DJ Jorge “Japa”, com a distribuição de CDs mixados. Foi um set bem bacana, mantendo a linha dos dances atuais com versões mais fortes.

Saí de lá às 3:30 da manhã, afinal no dia anterior fiz várias correrias, como levar o carro para lavar, ir à Santa Ifigênia finalmente comprar uma fonte para o meu PC principal, limpar toda a máquina antes de colocar a fonte nova, buscar o carro, ir ao encontro de amigos no shopping, e de lá ir para balada! Foi um dia deveras proveitoso.

Enfim, a Infinity teve uma excelente despedida do Memphis, com lotação máxima, DJs com sets contagiantes, bandas idem. É uma história que vai deixar saudades. A única coisa que me “decepcionou” um tanto foi o fato da Dani Ikeuti não ficar de hostess nessa noite, ela é muito edificante hehehe (acho que não era para contar isso, afinal ela namora, mas admiro-a com todo o respeito, embora só a conheça de vista devido a ela ficar de hostess nas baladas da Infinity ;)).

E a próxima festa da Infinity será no Kia Ora da Barra Funda, dia 28/09 (último sábado do mês).

Um abraço!

Leonel Fraga de Oliveira Leonel Fraga de Oliveira é formado em Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP - 2002) e anteriormente em Técnico em Eletrônica, pela ETE Professor Aprígio Gonzaga (lá em 1999).
Atualmente trabalha como Analista de Sistemas na Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - SP
Tem como hobbies DJing (também trabalha como DJ freelancer) e ciclismo, além da manutenção dos sites NeoMatrix Light e NeoMatrix Tech.
Gosta de música eletrônica, tecnologia, cinema (super fã de Jornada nas Estrelas), gastronomia e outras coisas mais.


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