Hora ou outra nos deparamos com uma notícia mais ou menos assim nos jornais e principalmente em revistas: “fulano de tal foi visto em tal lugar sem a namorada e ficou de xaveco com uma guria…”, sendo o fulano em questão uma pseudo-/celebridade.

É certo que muitas pessoas gostam de saber da vida pessoal de seus ídolos (ou não ídolo), talvez por uma vontade de sentir-se mais próximo dele. Não tenho artista famoso como ídolo (aliás, tenho as pessoas nas quais eu me inspiro, mas sem idolatria), mas confesso que também dou uma olhada no resumo da novela, nos “babados” a respeito dos artistas…

Um tempo atrás conheci um blog de fofocas no portal R7, o Blog da Fabíola Reipert (http://entretenimento.r7.com/blogs/fabiola-reipert/), através de uma reporCagem que envolvia o apresentador da Rede Globo Zeca Camargo e o ex-jogador de futebol Raí. Claro, envolvia um ex-jogador do time que eu torço, e ao ver do que se tratava, a postagem é sobre uma relação homossexual entre os dois.

O post bombou de comentários e o caso foi bastante repercutido entre aqueles que curtem futebol, principalmente rivais do São Paulo Futebol Clube, que não perderam a oportunidade de “reforçar” a alcunha de “bambis” do Tricolor do Morumbi.

E claro, os envolvidos na reportagem(?) desmentiram o caso, e se eu não me engano, Raí processaria (ou processou) a Fabíola Reipert. Aliás, dona “Cobríola” (é um dos apelidos que os comentaristas a chamam no blog), como anda tal processo?

Reparando mais no blog da moça, a esmagadora maioria das postagens trata de fofocas sobre atores da Rede Globo, e raramente vejo alguma postagem sobre algum ator da Record. Por que será?

Passado o tempo, e logo após o carnaval, houveram mais duas postagens sobre supostos (jornalista adora usar esta palavra, né?) casos homossexuais: Um entre uma artista da Globo (sempre!) e uma cantora de MPB (que deu um fora na tal artista) e outro sobre um humorista que se diz hétero e teria transado com um homem que gravou um vídeo .

Só que neste caso, os nomes dos envolvidos foram omitidos. Vejam vocês mesmos:

Captura de tela do site da Fabíola Reipert

E agora o mais recente:

Captura de tela do site da Fabíola Reipert

Para quem está curioso, os comentários sugerem as pessoas envolvidas: No primeiro caso, a Leilane Neubarth e Zélia Duncan, e no segundo o Rafinha Bastos (o Rafinha até gravou um vídeo satirizando esse post).

Será que a Fabíola Reipert (ou os chefes dela no portal R7) tomou uma tunda grande no caso “Raí e Zeca Camargo” que dessa vez, para se precaver de um processo, omitiu os nomes dos envolvidos? Sabemos que a homossexualidade ainda é um tabu para as pessoas, que se ofendem caso alguém faça esse tipo de insinuação, ainda mais alguém famoso e nessa época de redes sociais, onde somos bombardeados de mensagens (nada agradáveis) por todo o mundo.

O jornalismo se compõe de um FATO, e este, para ficar completo depende de quatro componentes: O QUE? QUANDO? ONDE? QUEM?.

Os posts em questão respondem as perguntas “O QUE?”, “QUANDO?” e “ONDE?”, mas para ser um fato CONCRETO ainda mais em uma nota que trata sobre PESSOAS, falta a pergunta “QUEM?”.

O “jornalismo de celebridades” faz de tudo para conseguir audiência, mas estes dois casos mostram como o nivel está muito baixo. Apelação total, e de fato isto NÃO é jornalismo. Aliás, a dona Fabíola tem diploma de jornalismo? Tá certo que não precisa mais do documento, mas um jornalista que se presta a fazer este tipo de coisa, é um mau jornalista.

Pô, Cobríola (e isso vale para todos os “jornalistas de celebridades”, para não dizer “fofoqueiros”)… Se tá na chuva, é para se molhar, minha querida! Falou, fale por inteiro e arque com as consequências depois. PROVE que o que você diz é verdade. Simples assim. Dá trabalho? Dá, mas a credibilidade não é uma coisa que se conquista facilmente. Isto é uma coisa que você NÃO tem. Trabalhe para tê-la.