O fenômeno coreano no Brasil
Leonel Fraga de Oliveira 27/09/2012 21:47
Distrito de Gangnam - Coréia do Sul

Se você estava nesse planeta durante este mês, com certeza já deve ter ouvido falar do mega-hit Gangnam Style, do rapper sul-coreano Psy, né?

A música trata-se de uma crítica social aos novos-ricos de Seul (capital da Coréia do Sul), que vivem no distrito de Gangnam.

No Brasil, ela inclusive está tocando em rádios como a Energia 97 (97,7 FM de São Paulo – SP) e em baladas. Uma verdadeira febre. Inclusive já conta com versões nacionais que se aproveitam das batidas, como a “Despedida de Solteiro”, do cantor Latino.

Para saber mais sobre a música e o cantor, sugiro a leitura desta matéria do portal UOL.

Mas agora, vem cá, meu camarada: Agora estamos com os olhos bem abertos (sem trocadilhos) para a Coréia (do Sul, em especial) por causa da música, mas não sei se você sabe, mas mesmo antes de Gangnam Style bombar no YouTube e nas rádios nós já convivíamos há um bom tempo com o k-pop (música pop coreana), mesmo sem frequentar comunidades coreanas?

Lembra daquelas máquinas de dança chamadas de Pump It Up (da empresa Andamiro, coreana) que vemos nos shoppings centers e nos fliperamas? Nessas máquinas, principalmente nas versões mais atuais, tem uma seção específica de k-pop? E nas versões mais antigas as músicas são predominantemente coreanas.

Isso mesmo, meu camarada: por incrível que pareça, embora não percebemos, o k-pop tem uma popularidade maior que o j-pop (música pop japonesa) entre os “não iniciados” nas comunidades orientais. Só tomando uma máquina de dança como parâmetro.

E os sul-coreanos dominam em outros aspectos em nossa sociedade tecnológica: os carros estão com alta popularidade (os modelos da Hyundai), televisores, monitores para PC, notebooks, celulares e smartphones (LG e Samsung), só para citar aqueles que estamos mais acostumados.

Voltando à música oriental, você lembra da última vez que uma música do leste asiático, ainda mais em seu idioma de origem, tocou em rádios FM brasileiras? Eu pelo menos nunca tinha ouvido.

Como admirador de japinhas do sexo feminino da cultura oriental, já tem um bom tempo que ouvia música pop japonesa (j-pop), mas buscava as músicas na Internet, ou com amigos japoneses. E por falar nisso, agora lembrei: Na rádio Imprensa FM havia o programa “Rádio Nikkei”, que ia ao ar por volta das 22:00, que tocava música japonesa (predominantemente enka – música mais tradicional -, mas tinha um espaço para o pop também). Mas o X da questão, se você for puxar pela minha afirmação anterior de nunca tinha ouvido música oriental no FM, me referia ao dito mainstream, em uma rádio e em um horário de grande audiência.

Mas o que eu NUNCA ouvi mesmo foi música japonesa em “baladas japas” (Dreams, Mortos Vivos, Infinity With You…). Não sei se antes de eu começar a frequentar estas baladas tocava, mas estes dias, na Dreams, o DJ Shiba fechou o set dele (de eurodance, flashback anos 90/2000) com Gangnam Style! E na minha imaginação (antes de conhecer) tocava música japa em balada japa :).

Mas isto pode mudar: No dia 29/09/2012 teremos a segunda edição do Asian Pop Festival, onde o DJ Shiba apresentará o melhor da j-pop, k-pop, j-rock entre outras vertentes, entre outras atrações. Mais info sobre o evento aqui: http://asianpopfestival.com.br/

Como admirador há um bom tempo da cultura asiática, fico feliz por ela ter um alcance maior. E não era para menos, o mundo está globalizado, não é mesmo?

Um abraço!

Leonel Fraga de Oliveira Leonel Fraga de Oliveira é formado em Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP - 2002) e anteriormente em Técnico em Eletrônica, pela ETE Professor Aprígio Gonzaga (lá em 1999).
Atualmente trabalha como Analista de Sistemas na Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - SP
Tem como hobbies DJing (também trabalha como DJ freelancer) e ciclismo, além da manutenção dos sites NeoMatrix Light e NeoMatrix Tech.
Gosta de música eletrônica, tecnologia, cinema (super fã de Jornada nas Estrelas), gastronomia e outras coisas mais.


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