Dia Onze de Maio de dois mil e doze, por volta das dezoito horas e vinte minutos. Estara eu voltando para a casa e zapeava pelo dial do rádio do carro, já que o Estádio 97, programa que sempre ouço na volta para casa, alternando com a Rádio SulAmérica Trânsito, estava um tanto chato.

Eis que paro na rádio 105,1 e passava um programa de rap e tocava umas músicas antigas. E tocou o “Melô do Corinthians”. Não que eu torça para o time de Parque São Jorge (sou são-paulino), mas ao ouví-lo me causou um bom saudosismo. Exclamei em voz alta: Nooooossa! Isso é antigo para caralh*!!! Quase vinte anos! Voltei para o ano de 1994.

Há dezoito anos atrás, eu cursava a sétima série do atual ensino fundamental (primeiro grau, naquela época) na escola Prof. Caetano Zamitti Mammana, era apaixonado por uma colega de classe de nome Tânia (já contei a história dessa paixão aqui), era um dos “nerds” da sala, entre outras coisas.

E ouvia um programa chamado Projeto Rap Brasil, que passava na rádio Metrô FM (sim, a Metropolitana, 98.5 FM). Pelo nome, já é de se supor que tocava Rap, e especialmente Rap Nacional.

Nomes como Ndee Naldinho, Racionais, Doctor MCs, Thaíde DJ Hum, e outros menos conhecidos eram a minha audição. Nessa época eu ainda não me enveredei pelos rumos da música eletrônica, como hoje.

Fazia MUITO tempo que eu não ouvia Rap nacional. Nossa, como eu gostava daquilo. Tinha uma música, a “Pipi No Popô” (não lembro quem canta) cujo refrão era assim:

“Pipi no Popo
Nem quero pensar
Proteja o seu pipi
E saiba se cuidar”

Ela era uma música de prevenção à AIDS. E na sétima série (ou na oitava, não me lembro!) a minha classe fez uma peça de teatro sobre AIDS. Contava a história de uma moça que pegou a doença do namorado. E no final eu toquei essa música (não, eu nem sonhava com DJing naquela época, eu usei a música para ilustrar a peça :) ), já que falava justamente de prevenção à AIDS.

Também me lembro bem que tinha uma fita K7 com as músicas que tocavam no programa, e o legal é que cheguei a “alugar” essa fita para um colega de classe, o Márcio Kazuo!.

Ah os colegas daquela época… a já supracitada Tânia, a sua inseparável amiga Fabiana, o Juliano, que zoávamos para ficar com a Fabiana, a Alessandra (Sandrinha), Michele Batista, Jefferson “Vibrião Colérico” (nos encontramos recentemente na Estação Jardim Helena da CPTM!), Márcio Nunes e seu irmão Sebastião, Gabriel “Cabeção”, a Sandra, a Ludmila, a Graziela, Alex e Liliane, a Ledenilde (também cheguei a gostar dela, era mais edificante que a Tânia, mas não com intensidade… um outro colega, o Rogério gostava mesmo. E logo após o king-kong que paguei ao declarar-me para a Tânia, ele “sofreu” a mesma coisa. Claro, o meu mico foi épico, o dele não pegou tanto!), a Regiane, que falava que queria me namorar mas eu encarava na zueira (é, deveria ter “aproveitado” mais aquela época :) ) entre tantos outros que não me lembro! Todos (ou quase) descobrindo a adolescência juntos. Seus prazeres, os dissabores… que época!

E os professores? Ana Lúcia, Takao, Margarida, Leni, Noah, Cláudio, Rosa, entre outros. Cada um com as suas particularidades. E naquela época era gostoso estudar, não sei como é o ensino fundamental na adolescência nos tempos de hoje…

Velhos e bons tempos.

E para finalizar, vou colocar o vídeo de uma outra música que eu ouvia muito em 1994. Você lembra?

Doctor MC’s – Garota Sem Vergonha (O que Bitch quer dizer)

Grande abraço!!!