É possível descrever racionalmente os motivos que nos leva a se apaixonar por determinado alguém?
Leonel Fraga de Oliveira 13/09/2011 22:18

É o amor… que mexe com minha cabeça e me deixa assim…

Paixão

Esta frase clássica da música popular brasileira nos transmite a ideia que a resposta para a pergunta acima é NÃO. Mas mesmo assim vou tentar colocar as possíveis causas que levam uma pessoa a se apaixonar por determinada outra, independente de gênero e/ou opção sexual.

Uma vez uma amiga me questionou “Leo, por que você se apaixonou pela XXXXX?” (algo assim…). É uma pergunta com um escopo BEM definido e direta , porém em um primeiro momento eu não tive resposta. Depois eu soltei um “porque eu acho ela atraente”, mas isso NÃO a responde por inteiro , muito pelo contrário. Este fato me levou a refletir sobre o tema deste artigo :).

Não vou ser hipócrita e falar que a atração física não tem influência em uma paixão. O interesse de uma pessoa por outra começa pela atração física, pois o primeiro sentido que faz o contato com a outra pessoa é a visão.

Após este contato inicial nos perguntamos como que seria um relacionamento com essa pessoa. Alguns podem pensar direto em sexo (a maioria hehe), outros em apenas ficar, alguns em namorar… Mas somente a atração física não é o suficiente para um relacionamento sério.

Ainda no campo da atração física, todos nós temos um “padrão de beleza” que desejamos que a outra pessoa tenha. Por exemplo, todos que me conhecem sabem que o meu fenótipo preferido é o oriental. Mulheres orientais me fascinam, mas por que me apaixonei por A em vez de B, se ambas possuem as características físicas que me atraem? Se fomos colocar somente a variável “atração física” como parâmetro, a lógica sugere(by Spock) que eu me apaixone por qualquer mulher oriental. Mas de longe é isso que acontece, existem N variáveis nessa função.

Lembra da palavra “determinado” no título deste post? Ela nos remete a algo específico e não generalizado se levarmos em conta somente a atração física. A partir do que nos interessamos por alguém começamos a reparar nas características individuais da pessoa e avaliando o quanto as afinidades batem.

Quando digo afinidades você pode pensar em “eu gosto de X e ela também”, “vou a tal lugar e ela também”, “eu penso assim e ela também” e coisas do gênero. Mas nem sempre afinidade quer dizer que ela seja exatamente igual (sim, a redundância foi necessária ;) ) a você.

Algumas vezes o que você procura é uma característica que ela tenha e você não, no sentido de COMPLEMENTAR a experiência em um relacionamento. Uma afinidade de pensamento complementar e não de pensamento e/ou atitude igual.

E este pensamento e/ou atitude pode ser exatamente o OPOSTO da sua! Não existe aquele ditado que diz “que os opostos se atraem”?

Exemplos? O meu próprio… minha ex era TOTALMENTE diferente de mim!!! Eu são-paulino e ela corinthiana (e roxa, ainda por cima), ela gostava de cerveja e eu não, ela gostava de “filmes cabeça” e eu aprendi a gostar, ela é cinco anos mais velha que eu e assim vai. O ponto em comum era que gostamos de rock.

Mesmo com essas diferenças a quantidade de brigas até o final foi ZERO. Isso mesmo, sem briga nenhuma! Detalhe: ela não é oriental.

Então, voltando às vacas frias, um dos fatores (e o mais importante) que faz com que nos apaixonamos (realmente) por alguém é a convivência. Com isso você observa o que ela tem em comum e no que ela pode complementar a sua experiência de vida. Vai observando também a forma do outro agir com as pessoas ao redor e principalmente com a tua pessoa. Tendo contato frequente e em situações agradáveis com a pessoa faz com que nos apaixonamos mesmo.

E a partir daí o sistema operacional de nossa mente começa a instanciar a classe Paixão em nossa memória. Os “métodos da classe Paixão” faz com que imaginemos várias coisas que gostaríamos que acontecesse. E muitas vezes fazem com que o nosso sistema dê pau!

E as variáveis desta classe são muito subjetivas, sem tipo definido. Embora eu tenha tentado enumerá-las racionalmente creio que é quase impossível descrever racionalmente os motivos exatos que nos fazem a nos apaixonar por uma pessoa em especial. É uma junção de características emocionais que variam conforme o nosso estado de espírito no momento.

Você pode se apaixonar facilmente porque está carente, porque quer novas experiências, porque quer “viver a vida”… são N estados de espírito distintos. E caso encontre características que te complementam em uma determinada pessoa, é nela que o seu cupido vai focar quando atirar a flecha.

É isso aí, um abraço!

Leonel Fraga de Oliveira Leonel Fraga de Oliveira é formado em Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP - 2002) e anteriormente em Técnico em Eletrônica, pela ETE Professor Aprígio Gonzaga (lá em 1999).
Atualmente trabalha como Analista de Sistemas na Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - SP
Tem como hobbies DJing (também trabalha como DJ freelancer) e ciclismo, além da manutenção dos sites NeoMatrix Light e NeoMatrix Tech.
Gosta de música eletrônica, tecnologia, cinema (super fã de Jornada nas Estrelas), gastronomia e outras coisas mais.


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