Olá meu caro leitor! Como foi a sua virada de ano? Tirando pequenas coisas que chateiam as vezes, a minha foi bem legal. Mais uma vez fiz uma festinha em casa, só que agora como um DJ de verdade, não como um “aspira” como no ano passado.

Navegando pelas redes sociais por aí, em um tópíco intitulado “Estou solteiro porque…” vi uma colocação um tanto interessante, quando um dos que comentaram no tópico disse que, como ele é divorciado e tem uma filha, é difícil para uma parceira aceitar.

E o título deste tópico baseia-se na resposta abaixo, feita por outro comentarista para a colocação que fiz acima:

…é realmente dificil achar alguém que aceite encarar um relacionamento com pessoas como nós, que já passamos por outras experiências e temos nossos filhos conosco.

Vou tomar a liberdade de comentar a citação acima em duas partes, desligando o fato de um(a) futuro(a) companheiro(a) passar por outras experiências do fato de ter filhos a partir de outro relacionamento, expondo unicamente o meu ponto de vista (em alguns casos eu poderei analisar de um outro ponto de vista, mais neutro ;) ).

1. Como você lida com os relacionamentos anteriores do(a) seu(sua) companheiro(a)?

Eu sempre desejava que minha primeira namorada fosse alguém que estivesse na mesma situação amorosa que eu, ou seja, que nunca tivesse namorado. Isso se deve a vários motivos, mas acho que o principal era não “pagar mico”, não fazer feio perante alguém que tivesse mais experiência no campo amoroso que eu. Claro que eu também pensava em não ter um “ex” como sombra.

Pois bem, iniciei uma “amizade colorida” (mas eu dou peso de namoro sim…) com uma pessoa, cinco (5) anos mais velha que eu. Ficamos juntos em torno de um ano e meio. Foi passando o tempo (isso acho que foi 6 meses depois que começamos a sair), e uma vez ela me contou que um ano antes de me conhecer ela tinha terminado um relacionamento de treze (13) anos. Isso mesmo, TREZE anos! Isso é quase uma fase inteira da nossa vida!

Com esse fato, já posso responder a minha primeira pergunta: Esse fato bem dizer foi indiferente para a continuidade do relacionamento. Ou seja, nada mudou da minha parte. Encarei isso com muita naturalidade, não chegamos a falar tanto nesse assunto e tal.

Também tive a sorte de esse ex- não ser uma sombra no meu calcanhar. Isso também colaborou para que eu ficasse tranquilo. Agora, se ele ainda estivesse na vida dela, não sei como eu me sairia.

Você pode pensar: Para alguém que desejava que a primeira namorada nunca tivesse namorado, eu poderia ficar chateado, ou melhor, frustrado. Nada disso. E posso dizer também que ao contrário do que eu pensava, não paguei nenhum mico, nunca tive uma briga com ela, coisas e tal. Mas devido a muitas diferença de prioridades entre nós, já viu… Com certeza valeu pela experiência :).

Na minha opinião, o medo maior de encarar um relacionamento em que o outro foi muito ligado a um ex, é com certeza a “sombra do ex”. Como sempre vemos na TV, de forma sensacionalista por sinal, ocorrem vários crimes passionais devido ao término de um relacionamento. O medo de ser “a próxima vítima” prevalece nesse caso.

Ou até mesmo uma comparação do seu relacionamento com o que o ex teve. Dependendo, você poderá se sentir inferior a ele, e iss é mal.

Terminada essa explanação, vamos ao ponto mais importante:

2. Como você lida com os filhos gerados em um relacionamento anterior?

Nessa questão somente vou opinar sem conhecimento de causa própria, pois não passei por essa experiência.

Acho que aí nem entra tanto a “sombra do ex”, o que está em jogo nesse caso é a intimidade do casal. Como mães e pais sabem, filhos demandam muita atenção, principalmente se eles forem menores.

Se uma mãe, por exemplo, relaciona-se com outra pessoa que não tenha filhos, a quem a mãe dará mais prioridade? Claro que (e DEVE ser)  para os filhos. O companheiro em questão poderá questionar falta de atenção, falta de intimidade para viajar à sós, entre outras coisas.

Também há o fato dos filhos não aceitarem o novo relacionamento de seu pai/mãe. Exemplo? O personagem Sinval da novela global Passione, que não aceita o relacionamento de sua mãe Stela com Agnello. A mãe realmente fica numa sinuca de bico, tentando agradar o filho e o namorado.

Conflitos nesse caso são inevitáveis. E isso contribui e muito para um desgaste rápido de um relacionamento, seja entre o casal e uma das partes com seus filhos.

Eu conheço pessoas (na vida real mesmo :) ) que encaram super de boa o fato dos seus companheiros terem filhos. E inclusive com os filhos gostando do novo companheiro.

Bem, EU prefiro mulheres sem filhos. Exatamente para poder ter mais intimidade com a pessoa (eu não diria exclusividade, pois é impossível, já que tem-se família e amigos), e também para ter os meus filhos. Mas nada impediria de eu gostar de uma pessoa que já tenha filhos. Mas eu acho muito difícil assumir um relacionamento assim.

Enfim, um relacionamento é movido pelo amor, amizade, cumplicidade. Se houver esses elementos, inclusive com as outras pessoas ligadas (filhos, amigos, família – lembra que eu contei acima que conheço pessoas que se dão super bem com os filhos do companheiro?) o compromisso tem tudo para ser duradouro :)

Feliz 2011!