“Diga-me com quem andas, e eu te direi quem és”.

Relações Interpessoais

De acordo com a definição vista aqui, é uma expressão que indica que pode-se saber as qualidades de uma pessoa pela companhia que ela mantém.

Durante a nossa vida conhecemos uma infinidade de pessoas das mais diversas etnias, religiões, lugares onde residem, personalidades, enfim, cada um tem seu jeito de pensar e agir.

E claro, você pode ser amigo de uma determinada pessoa, porém esta mesma pessoa pode ter desavenças com uma terceira pessoa, sendo você ou não o “pivô” desta desavença.

Vou contar-lhe um “causo” para ilustrar a situação. Senta que lá vem história!

Era uma vez, lá pelos idos de 2009, em uma comunidade de uma rede social líder no Brasil, um (ex-) casal formado por A. e F. (obviamente, os nomes são fictícios). Certo dia, uma pessoa, S., começou a mandar “cantadas” para A. através de um perfil fake.

Soube à boca pequena que A. e S. chegaram a trocar SMS, ou seja, já estavam partindo para algo a mais que um relacionamento virtual.

Tudo ia correndo sem ninguém perceber, porém S. cometeu uma falha gravíssima em sua empreitada: fez a conta do perfil fake e adicionou A. com o seu e-mail verdadeiro. Soube-se que “S.”, na verdade é “M.”.

À partir daí, a maioria dos amigos em comum de M. e do casal A. e F. deixou de ter contato com M.

Bem, agora onde é que EU entro nesse rolo todo e o porque do título deste post?

Acontece que F. não vai com a minha cara, nos ignoramos mutuamente nos encontros da comunidade, e eu sei o motivo: continuei a manter a amizade com M. Não que eu queira iniciar uma amizade com F., nada disso. Apenas quero esclarecer algumas coisas, e claro, ter onde embasar a minha opinião na conclusão deste post.

Certo dia, recebi um recado de F. questionando-me o fato de visitar seu perfil (como eu mantive o “modo curioso” ligado, a visita foi registrada). Oras, a rede social é PÚBLICA, a home do perfil é aberta, qualquer um pode ir lá e visitar. Se eu não fosse educado, com o perdão da palavra, mandaria F. se foder. Não o fiz por respeito que tenho com alguém que nunca me prejudicou e por nossos amigos em comum que não tem nada a ver com isso.

Perguntei à F. se esse questionamento não seria porque eu sou amigo de M. (que como disse acima, causou esse rolo todo) e ela me disse que segue o princípio do “diga-me com quem andas, e eu te direi quem és”. Para meio entendedor, meia palavra basta. E após isso não tive chances de tréplica.

E olha que esqueci de um detalhe: no auge da “empreitada” de M. e no desfecho do caso na comunidade, eu NÃO SABIA que era essa essa pessoa que aprontou tudo isso. Soube deste pequeno e crucial detalhe algum tempo depois por uma outra pessoa que também é amigo em comum.

Confesso que fiquei sem palavras quando soube.

Respeito a decisão de F. de não ir com a minha cara, afinal ninguém é obrigado a ficar amigo de alguém só porque frequenta o mesmo ambiente e tem um rol de amigos em comum, mas eu NÃO ACEITO que essa decisão seja baseada no fato de eu manter amizade com alguém que forçou uma situação desagradável para essa pessoa (embora no momento eu não ando tendo muito contato com ela), sendo que eu NÃO TIVE NADA A VER com a história.

Voltando agora às vacas frias (ufa!).

Não acho certo o julgamento binário que o ditado popular que abre este post proporciona: Se eu ando com alguém que te prejudicou, logo eu também vou te prejudicar.

Porra, se eu não tenho motivos, por que raios eu iria querer prejudicar alguém? Mesmo se eu tivesse um interesse (amoroso, por exemplo) pela pessoa que te prejudicou, significa que vou querer fazer isso só para conquistar essa pessoa?

Você NÃO conhece direito uma determinada pessoa, o máximo de palavras que trocaram foram duas, e mesmo assim a julga pelo fato dela andar com um terceiro que te fez algo? Embora esse julgamento seja uma forma de defesa, acho que isso é totalmente errado.

Antes de EU julgar alguém, procuro conhecer essa pessoa. Se não for possível conhecê-la pessoalmente, faço-o através das opiniões postadas em fóruns, blogs, entre outros meios. Claro que um encontro teti-a-teti é melhor.

Se eu achar que não devo manter uma relação de amizade, simplesmente não serei amigo, porém caso nos encontremos, comprimentarei a pessoa em questão e nossas palavras não passarão disso. É apenas uma questão de cordialidade, nada de achar que essa pessoa é minha inimiga, seja minha desafeta, e queira meu mal. É simplesmente um conhecido, nada a mais.

É, meu leitor. Relações interpessoais é um negócio muito complexo e devemos ter muito cuidado com nossa forma de julgar as pessoas. Então, aconselho-o a conhecer primeiro, depois julgar. Julgar através de uma primeira impressão e/ou por terceiros é furada, e podemos acabar colocando qualidades inexistentes em uma pessoa.

Um abraço!