Um tapinha não dói
Leonel Fraga de Oliveira 16/07/2010 23:27
Um tapinha não dói

No dia 14/07/2010 foi encaminhado um projeto de lei que proibe que palmadas, beliscões e outros castigos físicos sejam aplicados em crianças e adolescentes.

Este projeto inclui “castigo corporal” e “tratamento cruel e degradante” como violações dos direitos na infância e adolescência, porém o ECA não especifica os tipos de castigos que podem ser aplicados por pais, mães e responsáveis.

A preocupação maior é com as palmadas reiteradas, e a tendência de sua evolução para surras, queimaduras, fraturas e ameaças de morte, de acordo com a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, da Secretaria de Direitos Humanos.

[Leia mais em: Folha Online – Cotidiano - Projeto deve proibir que pais usem "palmadas" para castigar filhos]

Bem, na minha opinião o governo está é fazendo uma “cartilha” de como os pais devem educar seus filhos.

Quem é o Presidente, quem são os tais pedagogos para me dizer como EU devo educar meu filho?

Desde o início dos tempos as crianças foram educadas na base das palmadas, quando eram necessárias, claro. Eu mesmo já apanhei dos meus pais (acho que só umas duas vezes) quando criança e não me tornei uma pessoa agressiva, sou relativamente bem sucedido na vida, tenho um bom emprego, estudo e tal. Portanto, proibir as palmadas com a alegação de que isso vai traumatizar a criança MY ASS, pois depende de cada criança.

Agora, se o caso for partir para agressão mesmo, maus tratos e afins, isso sim é caso de polícia e concordo plenamente que deve ser muito bem punido. Uma coisa é uns tapinhas para mostrar para a criança, que ainda não tem capacidade para compreender certas coisas, de seus limites.

As vezes a pedagogia é muito fanfarrona. Li por aí que o fato dos professores não mais apontarem os erros com caneta vermelha é para não traumatizar o aluno. Pelo amor de Deus! Apontar os erros vai traumatizar? Eu diria que apontar o erro é incentivar para corrigí-lo.

Já na questão da adolescência, a questão do “tapinha” vai mais além. O adolescente já tem um discernimento maior das coisas e teoricamente deveria saber melhor seus limites.

A adolescência é uma fase, digamos, muito instável da nossa vida. É nela que o nosso caráter vai assumindo a sua forma mais definitiva, e ficamos mais suscetíveis a qualquer mudança de ambiente, questionando tudo e todos em volta. Aí um “tapinha” que for pode se tornar algo bem maior na cabecinha da pessoa.

Não saberia dizer qual deveria ser o castigo nesse caso.

Ah, mas que o ECA também tem as suas fanfarronices na adolescência, isso tem. Mas isso é assunto para outra ocasião ;)

Um abraço, e como diria um funk por aí, “um tapinha não dói!”.

Leonel Fraga de Oliveira Leonel Fraga de Oliveira é formado em Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP - 2002) e anteriormente em Técnico em Eletrônica, pela ETE Professor Aprígio Gonzaga (lá em 1999).
Atualmente trabalha como Analista de Sistemas na Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - SP
Tem como hobbies DJing (também trabalha como DJ freelancer) e ciclismo, além da manutenção dos sites NeoMatrix Light e NeoMatrix Tech.
Gosta de música eletrônica, tecnologia, cinema (super fã de Jornada nas Estrelas), gastronomia e outras coisas mais.


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