Em todo começo de ano, temos férias dos artistas na TV, reprises, BBB, chuvas de verão, e por consequência desta última: ENCHENTES.

Av. Condessa Elizabeth de Rubiano, dia 11/01/2010, alagada.

O ano é novo, porém o problema causado pelas fortes chuvas de verão que assola as grandes cidades, como São Paulo, é muito antigo.

Embora obras estejam sendo feitas para melhorar (?) a vida das pessoas, muitas vezes perdemos horas em congestionamentos devido a alagamentos de rios, córregos, entupimento de bueiros, etc.

Sempre via pela TV o estrago causado pelas enchentes e o giga congestionamento nas principais vias de São Paulo.

E hoje, tive a minha primeira experiência enfrentando este problema como motorista.

Senta que lá vem história após o break!

São Caetano do Sul, dia 11/01/2010, seis horas da tarde. Terminando o expediente na DTI, vou logo para o meu carro, afinal tinha chovido um pouco e estava garoando um pouquinho, armando aquela chuvona.

Hoje, como não é o dia do rodízio do meu carro, fiz o meu “Caminho A” para voltar: Avenida Guido Alliberti, Av. Ibitirama, Av. Anhaia Melo, Salim Farah Maluf, Marginal Tietê, Rodovia A. Senna.

Tudo transcorreu normalmente, até mais ou menos metade do trecho da Av. Anhaia Melo até a Salim Farah Maluf, onde de fato, começou a chover forte. Até aí normal, eu já tinha dirigido em outras ocasiões com uma chuva forte, onde a visibilidade não é lá aquelas coisas.

Subida da Salim Farah Maluf, também “normal”.

Pois bem, chegando mais ou menos no cruzamento com a Rua Pirajá, o volume de água na pista estava um tanto elevado, mas não a ponto da pista ficar intransitável.

Agora, chegando no cruzamento com a Av. Sapopemba as coisas começam a piorar. Entro na pista local, e  o volume de água estava mais alto, mas mesmo assim deu para passar. Carro no máximo em terceira marcha, eu em atenção total, ninguém parou no grande alagamento na Salim Farah Maluf.

No farol onde tem a saída para a Radial Leste, a mesma coisa: já se via alguns objetos boiando na pista graças a enxurrada.

Beleza, o carro passou por mais essa, e saio da Salim F. Maluf pela R. Restinga, para pegar a “radialzinha” (a pista que fica paralela à linha da CPTM).

PQP, C****** com asa fumegante e voador! Alí também está ALAGADO!

Saio por uma transversal, vamos tentar a Celso Garcia.

Nada feito! Trânsito leeeeeeeeeeeeento. Filas imensas de ônibus, se andar 300 metros em 30 minutos já é lucro.

Congestionamento na Penha, pista local da Marginal Tietê.

Saída pela Rua Síria, vamos tentar a Marginal Tietê.

Para quê fui pensar nisso… Chegando em frente ao Corinthians, o trânsito estava parado. Consigo entrar na Av. Condessa Elizabeth de Robiano, até anda um pouquinho: uns 200 metros a cada 30 minutos.

Até que cheguei em um ponto que esse tempo aumentou consideravelmente. Tudo parado.

Eis que chegando a alguns metros da R. Arnaldo Cintra, dou uma saída do carro para ver o que estava acontecendo: logo após o Corinthians estava tudo alagado. Somente os veículos grandes e algumas motos tinham coragem de passar.

MEO DEOS!!! Só nessa brincadeira já se foram três horas!

Eis que consigo sair daquilo tudo, entro na Arnaldo Cintra, sigo até a Celso Garcia, novamente, e tudo parado. Novamente, pego a radialzinha, que dessa vez está fluindo. Com o trânsito um tanto carregado, mas fluindo.

Vou até a Penha, a entrada da R. Orêncio Vidgal também estava alagada. Dou a volta, e consigo entrar nela em outro ponto.

Daí, fiz o caminho por dentro da cidade para chegar em casa, às 10 horas da noite.

E assim terminou a minha primeira experiência, como motorista, enfrentando as enchentes na cidade de São Paulo.

Um abraço, e que os próximos dias sejam melhores!