Volatilidade nos relacionamentos amorosos
Leonel Fraga de Oliveira 02/11/2009 11:41

Em diversas vezes já tive a oportunidade de falar, seja neste blog ou nas comunidades das redes sociais em que participo, a minha opinião acerca de relacionamentos amorosos, especialmente namoro.

Namoro

Na minha opinião, namorar é muito mais do que abraço e beijo (e por que não, sexo): é uma relação de cumplicidade, em um nível maior do que a amizade.

Ou seja, para que haja namoro, TEM que ter antes uma relação de amizade, conhecer um pouco da pessoa (é verdade que antes eu achava que era necessário conhecer MUITO BEM a pessoa, nesse quesito a minha opinião se tornou mais flexível :) ), o suficiente para você poder dizer que essa é A MINA (ou “O CARA”, no caso das mulheres) que vou namorar.

Claro que as afirmações acima não estão levando em consideração os atributos físicos: compatibilidade de gênio, de gostos, entre outras variáveis que não podem ser mensuradas com os olhos.

E quanto ao “ficar”?

Considero o “ficar” como um pré-namoro: é a fase onde vamos adquirindo um conhecimento maior sobre a outra pessoa, já introduzindo as formas mais íntimas de contato, de forma a consolidar (ou não) uma futura relação de namoro.

E para ficar é necessário ser amigo de tempos?

Se eu disser que sim, vou ser hipócrita. Posso citar um exemplo, onde eu conheci uma pessoa pela net, trocamos mensagens via MSN, e quando nos conhecemos pessoalmente ficamos (isso em torno de duas horas depois e sem nada combinado previamente…). A relação foi amadurecendo com o passar do tempo, e ficamos “nessa” durante 1 ano e meio, mais ou menos, sem assumir um namoro propriamente dito.

Com isso quero dizer que para o “ficar”, um mínimo de conhecimento é necessário, porém bem menos do que é necessário para um namoro.

E quanto ao “pegar na balada”?

Esta é uma coisa que ainda não consigo digerir muito bem…

Seja por que sou uma pessoa introvertida, no que diz a estes aspectos, sem coragem de “chegar” em alguém do zero (= em alguém que eu não conheco, nunca vi) e partir para o ataque (confesso: de certa forma, sinto “inveja” dos caras que conseguem tal façanha), ou por que não sou adepto à relações vazias, somente com o intuito de locupletar-me fisicamente (mas não posso dizer que “desta água, não beberei”).

Depois dessa introdução toda às formas em que eu costumo “classificar” os relacionamentos pré-noivado, vamos ao tema central deste post: os relacionamentos hoje em dia não são tão longos quanto antigamente, do tempo dos nossos pais.

As pessoas, hoje em dia, mal se conhecem e estão namorando! Isto é incrível hehe.

Porém, é um relacionamento volátil: evapora em pouco tempo e muito fácil.

Estatisticamente falando (segundo meus critérios de amostragem, claro), duram algo em torno de três (3) meses.

Diversos são os motivos para esses namoros acabarem, mas acho que o pilar central está fincado exatamente no que eu disse no começo deste post: falta de conhecimento em relação à outra pessoa.

É durante o namoro assumido com um curto tempo de conhecimento é que onde as pessoas vão descobrindo características relevantes da outra pessoa, características estas que, repito, na minha opinião, deveriam ser descobertas em uma fase anterior, por exemplo, no ficar ou ainda no “saíndo como amigos”.

Óbvio que eu não estou levando em consideração pessoas que mascaram seus sentimentos, escondem muito bem e só “dão o bote” bem depois, diga-se de passagem.

Se entre as pessoas adultas os relacionamentos estáveis estão cada vez mais complicados, entre os adolescentes esse é o cenário padrão. Um namoro “de verdade” é muito raro. No meu tempo de adolescente, os relacionamentos mais estáveis ainda estavam “na moda”.

Adolescente hoje em dia não quer assumir compromisso.

Este post da Sissym Mascarenhas fala justamente sobre isso.

Um dos comentários de lá diz exatamente o que eu disse acima:

Relacionamentos vazios com pessoas vazias essa é a realidade dos dias de hoje, infelizmente.

Acho que o termo “pessoas vazias” é um pouco forte. Não acho que alguém seja 100% vazio, o que acontece, é que sob a nossa ótica os valores estão completamente invertidos. Que atire a primeira pedra quem nunca pensou em ter algo com alguém apenas pelo interesse físico.

O físico é um fator motivador? Com certeza que sim e posso dizer que é o primeiro, porém não determinante, fator.

Indo um pouquinho mais adiante, até os casamentos, quando ocorrem, já não duram tanto tempo assim, entre pessoas mais jovens.

Até agora só falei de nós, pobres mortais. No mundo dos famosos, relacionamentos voláteis é o que mais há!

Considero este um mundo à parte, onde existem outras variáveis tais como fama, assédio da mídia, interesses puramente midiáticos…

Qual casal jovem de famosos mantém um relacionamento duradouro? Posso dizer que conheço apenas a Angélica e o Luciano Huck. Para eles, eu tiro o chapéu.

Os outros, cada mês estão com alguém diferente.

Enfim, embora os relacionamentos de hoje durem cada vez menos tempo, ainda tenho esperanças de encontrar alguém para COMPARTILHAR, em um nível mais intenso, além da amizade, a minha vida :)

#prontofalei e um abraço!

Leonel Fraga de Oliveira Leonel Fraga de Oliveira é formado em Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP - 2002) e anteriormente em Técnico em Eletrônica, pela ETE Professor Aprígio Gonzaga (lá em 1999).
Atualmente trabalha como Analista de Sistemas na Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - SP
Tem como hobbies DJing (também trabalha como DJ freelancer) e ciclismo, além da manutenção dos sites NeoMatrix Light e NeoMatrix Tech.
Gosta de música eletrônica, tecnologia, cinema (super fã de Jornada nas Estrelas), gastronomia e outras coisas mais.


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