Serato agora virá com um serviço de streaming integrado!

No comecinho desse ano comentei sobre como serviços de streaming podem ser úteis para o DJ, chegando a conclusão de que eles são bem úteis para descoberta de música, e que a desvantagem dos serviços comentados (Spotify, Google Play, Apple Music) para o DJ é não se integrar aos softwares de mixagem, como o Traktor ou Serato.

Isto já está mudando, pelo menos do lado do Serato: a versão 1.9 do popular software de DJing vem com um serviço de streaming integrado, o Pulselocker.

O Pulselocker é um serviço de streaming que possui 44 milhões de faixas e que podem ser ouvidas pelo navegador (como nos outros serviços), e além disso é integrado a alguns softwares de mixagem, como o Serato, future.dj Pro, DEX, RedMobile, e futuramente com o Splyce e o RekordBox da Pioneer, tendo estes a capacidade de baixar as músicas para utilização offline.

Opa, utilização offline em softwares de DJ, é tudo que eu queria!!!

Mas, olhando o FAQ, notamos que nem tudo são flores, pois existem algumas limitações um tanto chatas. Nem vou entrar na questão dele ser incompatível com o Traktor (a Native Instruments está na onda dos STEMS), que é o software que eu utilizo, mas para quem usa o Serato, é bom considerar que:

- Por enquanto somente está disponível em alguns países: Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Então, para nós do Brasil, não é possível assinar.

- Por enquanto, não há aplicativo móvel do serviço.

- O uso offline das músicas em softwares de mixagem só é possível a partir do plano Professional, ao custo de US$ 20,00. No entanto, é permitida a execução pública das músicas, ou seja, dá para fazer o cachê delas e usar na gig.

- Embora a execução pública das músicas seja permitida, ao usar as músicas em cachê do Pulselocker a função de gravação dos softwares de mixagem é desabilitada (se já estiver gravando, não é possível carregar faixas do Pulselocker), ou seja, não dá para fazer um podcast como o Leo’s Sessions, por exemplo. Mas nada impede que o famoso “analog hole” (gravar pela saída analógica e em outro programa / meio, por exemplo, gravar num pendrive plugado através do gravador de um mixer externo) seja utilizado.

Mesmo com que eu apresentei acima, acho que a iniciativa é ótima, mais um facilitador na hora de descobrir músicas e ainda por cima integrá-la no software, bastando escolher um plano de assinatura compatível e mantê-lo. Dependendo de quanto você gasta por mês nas lojas de música como o Beatport e afins, a assinatura mensal pode fazer com que você economize uma boa grana, pois ela disponibiliza todo o acervo do Pulselocker para uso offline (o limite é o seu espaço em disco), que é muito grande e a possibilidade de achar algo lá é bem grande.

Quanto as limitações, devemos levar em consideração que é um serviço beta, e que as melhorias e a expansão territorial venham as poucos.

Fonte: [Pulselocker, via DJ Ban]