E aí, galera! Como passaram a virada para 2016?

Bem, comigo foi deveras sossegado, graças à Deus. E ano novo, novos projetos, certo?

Começo o ano novo aqui neste blog não com mais uma edição do Leo’s Sessions Podcast, e sim com um artigo opinativo sobre como os serviços de streaming como Spotify, Deezer, Apple Music, Google Play Música, Rdio (não, esse já morreu…) e outros podem agregar ao DJ. Pode contar que teremos mais artigos do gênero relacionados a música, não necessariamente eletrônica hehe, por aqui.

Com o streaming, você pode ouvir música a uma conexão de Internet de distância, sem ocupar espaço no seu dispositivo

Desde 2013 os serviços que nos permitem ouvir música em praticamente qualquer dispositivo conectado com a Internet fazem sucesso em terras brasileiras. Temos serviços como Spotify, Deezer, Apple Music, Google Play, Tidal, só para citar os mais conhecidos.

Chamo esses serviços de “genéricos” pois eles são os mais conhecidos pelo público em geral, não apenas para quem trabalha com música, podcasting, e coisas relacionadas. Por exemplo, classifico serviços como o Soundcloud (usados por produtores para divulgar suas tracks) ou o Mixcloud (que eu uso para publicar o Leo’s Sessions Podcast) mais específicos. Também não incluo lojas de música, como o Beatport ou o Juno por também serem especializadas para DJs, sendo a iTunes Store o representante mais difundido ao público em geral. Também, o foco das lojas é outro, não necessariamente streaming, pois nelas ouvimos apenas exemplos das faixas.

A resposta óbvia é que esses serviços podem ampliar o conhecimento musical do DJ, abrindo a sua mente para outros estilos musicais que não estão nas grandes lojas de música eletrônica. Lembre-se de que se você trabalha com eventos empresariais, casamentos, aniversários e outros fora de um club, não é só música eletrônica que você vai tocar.

Os algoritmos de sugestão musical dos serviços de streaming podem ser inteligentes a ponto de indicar músicas novas dependendo do seu histórico no serviço. Uma música de um artista pouco conhecido pode ser mais “quente” que o hit do momento. Pode parecer que não, mas muitas pessoas que nos ouvem nas pistas querem ouvir coisas novas, não a mesma coisa de sempre, tipo em festas que conta com um line-up grande, porém os DJs tocam a mesma música em diferentes versões, principalmente em festas de EDM. Isso cansa!

Esses serviços podem ter bombado em 2013 / 2014, mas mesmo quando a Internet era movida a conexão discada de 56 kbps eles fizeram bastante barulho por aqui. Conheci várias músicas na década de 2000 através do finado Usina do Som, e do Live 365.

Uma grande desvantagem destes serviços para o uso em DJing é que eles não permitem o download das faixas, e desconheço algum serviço do gênero que possa ser utilizado em softwares como o Traktor ou o Serato. Alguns serviços dependendo do plano de assinatura permitem a audição offline, mas não permitem o uso da música offline fora do aplicativo. Portanto, ao conhecer e gostar de alguma faixa, ela deverá ser pesquisada em alguma loja (tá, ou para donwload nos 4shared da vida) para obtermos o arquivo que podemos utilizar nos programas de mixagem. E tem outra, para usar esses serviços o dispositivo tem que estar conectado à Internet e a conexão ser estável, né?

Por incrível que pareça, até o Youtube é uma boa fonte de pesquisa de novas músicas. Embora o Youtube já tenha desde o ano passado um serviço especializado em música, a versão “normal” já funciona bem. A lista de sugestões é bem coerente com aquilo que está sendo ouvido, e caso tenha gostado de algum canal é só assiná-lo.

Uma das vantagens do Youtube é que existem programas para fazer download dos vídeos e já convertê-los para um formato somente de áudio pronto para utilizar. Eu sei que isso é uma forma pouco ortodoxa de se adquirir música, e não vou ser hipócrita aqui de falar que não uso desse expediente, principalmente em tempos de dólar alto. Uso um programa chamado aTube Catcher para fazer o download, e como não preciso do vídeo (a parte visual), baixo já com conversão para arquivo Wave, e após isso converto o Wave para um MP3 de 320 kbps (com o RazorLame – um front-end para o codec LAME) e preencho as tags.

Então, embora os serviços de streaming não tenham como foco DJs, eles podem muito bem serem utilizados por estes para fins de ampliação do conhecimento musical, pesquisa de novos artistas e faixas e muito mais.

Feliz 2016!